Fotos e Histórias com Alma.[PORTFOLIO FOTOGRÁFICO]

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

Como um bairro problemático se transformou numa galeria de arte pública

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É hoje a maior galeria de arte urbana a céu aberto da Europa, com mais de 46 pinturas nas fachadas e nas empenas dos prédios. O projecto tem obras de artistas portugueses e estrangeiros e tem ajudado a melhorar a imagem do bairro.

Só o nome do bairro suscitava apreensão em muitos, desconfiança em alguns. Como uma nuvem negra, há um estigma associado ao bairro de Sacavém: crimes, drogas, violência. Os taxistas recusavam-se a entrar no bairro, os moradores escondiam a sua residência quando procuravam emprego. Esteve abandonado à mercê das más notícias e a intervenção da Câmara era quase nula. Hoje, a Quinta do Mocho tem uma alma nova. A criação do festival de arte urbana O Bairro i o Mundo – feito com dezenas de pinturas nos prédios de habitação – foi um ponto de reviravolta na história da Quinta do Mocho.
“Já estou para vir aqui há imenso tempo mas estou sempre a ser desencorajada pelas pessoas”, conta Patrícia Lopes, uma das participantes das visitas guiadas, que ocorrem mensalmente. “Ainda bem que vim, vou voltar mais vezes”, diz com entusiasmo, afirmando que “o bairro está a ganhar vida, estão a conseguir que as pessoas não estejam fechadas e a desmistificar a má ideia que existe dos bairros sociais”. A Quinta do Mocho faz parte da urbanização municipal Terraços da Ponte e pertence ao concelho de Loures.
“Mostrar o bairro ao mundo e trazer o mundo ao bairro” é o mote da Galeria de Arte Pública da Quinta do Mocho. Depois de alguns anos de ausência por parte da câmara municipal, decidiram revitalizar a zona e organizar o festival O Bairro i o Mundo, em parceria com a associação de teatro IBISCO, realizado pela primeira vez em Outubro de 2014. Na altura, foram seis as pinturas que inauguraram a iniciativa e o sucesso foi imediato. A partir desse ano, começaram a notar-se diferenças na maneira como as pessoas viam o bairro. “Hoje, a Quinta do Mocho é um bairro que tem uma alma nova, recebe visitas de pessoas de dentro e fora do concelho e com muita hospitalidade”, explica a vereadora de Acção Social da Câmara de Loures, Maria Eugénia Coelho. Para além da vertente artística, há ainda um processo de requalificação urbana, nomeadamente na recuperação de espaços verdes.
“O Mocho não é aquele monstro que as pessoas dizem que é”, afirma Deydey, um dos guias e um dos 2800 moradores da Quinta do Mocho. “Temos de mudar mentalidades, estamos todos a trabalhar para mostrar às pessoas que conseguimos fazê-lo em conjunto com respeito e dignidade”, explica, contando que antes não percebia nada de arte mas que agora percebeu que esta muda as pessoas.
“Há três anos não havia nem um táxi a entrar aqui”, afirma o morador, acrescentando que os residentes tinham de percorrer longas distâncias para ter acesso a transportes públicos. Só há pouco tempo é que se conseguiu que o autocarro 300 da Rodoviária de Lisboa passasse a circular no bairro. “Agora, as pessoas têm orgulho em dizer que são da Quinta do Mocho, o ambiente é muito mais tranquilo e os moradores sentem que o pesadíssimo estigma que tinham sobre si está a desvanecer-se”, assegura Maria Eugénia.
A história do Mocho
A primeira visita guiada foi feita em Fevereiro de 2015 e a desde essa data, passou a realizar-se no último sábado de cada mês, gratuitamente. Tem início na Casa da Cultura de Sacavém, onde é feita uma pequena introdução pela vereadora da Acção Social, que começa por contar a história do bairro. “A Quinta do Mocho é um bairro municipal e a sua origem consistiu no realojamento de um conjunto de famílias oriundas de países de origem africana, como Angola, Moçambique ou São Tomé”, diz, acrescentando que eram famílias que, por viverem em outros locais do concelho sem condições, foram realojadas neste bairro de iniciativa municipal.
“Ao longo dos anos, quando se falava na Quinta do Mocho, as pessoas retraíam-se e achavam que aqui só vivia gente má e isso não corresponde à realidade”, sublinha Maria Eugénia, exemplificando que os habitantes do bairro também se levantam cedo para trabalhar, como qualquer pessoa.
As visitas guiadas são apresentadas por quatro jovens moradores do bairro – Deydey, Kali, Kedy e Giovani – e o número de visitantes tem crescido ao longo dos meses. Na de Novembro, estavam presentes mais de 70 visitantes. “Este é o caminho certo na envolvência das pessoas e na procura de soluções”, declara a vereadora.

domingo, 4 de outubro de 2015

Kit Iluminação Fotografia Kaiser Fototechnik Colorfoto Vendo


Kit Iluminação Fotografia Kaiser Fototechnik
Novo, com garantia, comprado na Colorfoto em Outubro 2015.

Consta de 2 focos com reflector com suporte de lâmpadas cerâmico, articulação giratória, adaptar de sombrinha, reflector desmontável e tampa difusora.
Inclui ainda 2 tripés reguláveis para colocação dos focos, altura ajustáveis de 35 a 70 cm.
Inclui 2 lampadas 25W, 1400Im, 6400K, E27.

Caixa de luz não incluida.

Na Colorfoto: 94€
AGORA: 55€

Entrega: Em Lisboa.

Motivo: Não uso.

Com caixa e factura/ garantia 2 anos. 

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Publicada por Sandra Campos às  @SandraPhotos 

quinta-feira, 4 de junho de 2015

UN GRUPO DE ABUELAS GRAFFITERAS ROMPEN ESTEREOTIPOS Y REVOLUCIONAN LAS CALLES DE LISBOA

lata 65 abuelas graffiteras (16)
Foto de Rui Gaiola / LATA 65
En las calles de Lisboa en Portugal, un grupo de abuelas graffiteras denominado ‘Lata 65′, está causando una gran controversia. Con el apoyo de diferentes artistas, estas señoras están aprendiendo lo que significa el arte callejero y se expresan a través de él pintado las paredes de su ciudad.
LATA 65 conecta el arte con diferentes generaciones, acercando a los ciudadanos mayores de Lisboa una forma relativamente joven de arte, el graffiti. “Lata” es el bote de pintura y una expression portuguesa -alguien que tiene lata es una persona que no tiene verguenza de hacer algo-. Los organizadores, vinculados al Wool Festival, quieren que el proyecto pruebe que conceptos como Envejecimiento Activo y solidaridad son reales; demostrar que el arte urbano tiene el poder de fomentar y promover el acceso al arte contemporáneo; y sobre todo demostrar que la edad es sólo un número.
Las abuelas de Lata 65 han mencionado sentirse preparadas para presentarse en festivales, eventos y expos para dar a conocer su trabajo y la finalidad del mismo. De momento ya han estado en Azores y cuenta ir este este verano cerca de Coimbra y Castelo Branco.
Fotografías de Rui Gaiola / LATA 65. Las fotografías tienen derechos de autor. No se pueden utilizar sin permiso. Para más info contacta con Lata 65.

domingo, 24 de maio de 2015

A mulher que fuma e caminha com o seu ganso e cão. Olaias, Lisboa.

 "Mulher que caminha com o ganso" by@SandraPhotos, Maio 2015, Lisboa,

Segundo o "Dinheiro Vivo.pt"  já  são já 20 as pinturas mural, em fachadas de prédios ou muros, da plataforma Underdogs, de Alexandre Farto e Pauline Foessel em Lisboa.


Iniciada a 3 de abril e concluída a 11 do mesmo mês, "Crossroads" é a mais recente peça mural, no âmbito do Programa de Arte Pública Underdogs 2015. Com a assinatura do artista visual polaco Sainer, a mulher que fuma, acompanhada por um ganso e por um cão, está desenhada na empena de um prédio situado na Av. Afonso Costa, entre as rotundas das Olaias e Areeiro.
Pauline Foessel, diretora da Underdogs Gallery, explica ao Dinheiro Vivo que o programa conta com 19 intervenções murais espalhadas pelo espaço público de Lisboa, desde o seu inicio em maio de 2013.
A Underdogs é uma plataforma cultural com sede em Lisboa, dirigida pela equipa de Alexandre Farto, mais conhecido por Vhils, e Pauline Foessel. "Não é um coletivo de artistas", diz a própria, para explicar: "convidamos artistas a trabalhar em Lisboa no âmbito da galeria, do Programa de Arte Pública e das edições artísticas que lançamos."
A seleção do polaco Sainer, tal como dos outros artistas é feita em função de vários critérios: com base na linguagem visual dos autores, na sua disponibilidade e interesse e na importância da sua obra.
Cada projeto começa quando "convidamos artistas nacionais e estrangeiros a visitarem a cidade para uma curta residência artística, que termina com uma intervenção mural em grande escala", diz Pauline Foessel.

A Underdogs trabalha de perto com o Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa para as localizações e as autorizações e licenciamentos necessários. "O custo do programa é suportado pela Galeria Underdogs e a Underdogs Art Store no TimeOut Mercado da Ribeira", diz a responsável..

Colecção: VER AQUI

domingo, 8 de março de 2015

Tempos em que o lenço Moçambicano era um verdadeiro carrasco! Histórias contadas na Mouraria

Argentina é uma Moçambicana que viajou para Portugal há 32 anos, moradora da Mouraria, com um riso alegre e contagiante, contou-nos a importância do lenço na sua terra natal.
Entre risinhos envergonhados, segundo as palavras de Argentina, "A mulher moçambicana pode andar com o peito à mostra sem problemas porque o que verdadeiramente atrai o homem moçambicano são as pernas".

Lenço moçambicano usado para ver-se as pernas by @SandraPhotos

 - “As coisas podem ter mudado mas há 51 anos atrás (idade de Argentina) o lenço era usado nas mais variadas situações e com uma importância que se pode mesmo dizer de “vida ou morte” para as jovens moçambicanas que pretendiam casar” – contava Argentina.

Assim se explicava que o lenço quando usado a tapar os pés significava que era uma mulher comprometida, a deixar ver-se as pernas era usado por uma mulher solteira como forma de atrair o homem. Usado na cabeça de uma determinada forma era exclusivo das mulheres comprometidas e de outra forma era um privilégio das mulheres solteiras para mostrarem a cara, beleza e a sua felicidade.

Lenço moçambicano usado a tapar as pernas e cabeça by @SandraPhotos

Quando o homem pretendia casar fazia-se uma festa, na qual a família do noivo oferecia as suas riquezas  - vacas, carneiros, etc - à família da noiva. A família da noiva tinha ainda o poder de decidir se a filha casaria ou não com o noivo.

Depois da aprovação do noivo pela família da noiva e no momento em que os noivos iam para a cama, o lenço, mais uma vez, representava o seu importante papel. Se este ficasse manchado de sangue era um bom sinal – a noiva era considerada “mulher nova” mas se o lenço não ficasse manchado significava que aquela mulher era “velha” e que tinha enganado e desonrado todos os presentes e a sua vida terminava naquela noite, na qual o pai da noiva, por vergonha, tinha a obrigação de matar a própria filha.

Lenço moçambicano usado a tapar as pernas e cabeça by @SandraPhotos


Diferenças de culturas, para nós incompreensíveis, mas que na altura, tal como contava Argentina, fazia todo o sentido para este povo do qual ainda hoje tem muitas saudades.



Associação Renovar a Mouraria


Descobrir a Mouraria através da Mulher
Visita Guiada Migrantour > Rotas Urbanas Interculturais
7 de Março,  Comemoração Dia Internacional da Mulher

Para mais informações contactar > Filipa Bolotinha
Associação Renovar a Mouraria: Mouradia – Casa Comunitária da Mouraria sita no Beco do Rosendo, nº 8 e 10, 1100 – 460 Lisboa
Filipa.bolotinha@renovaramouraria.pt
> 935 036 681

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Os alpinistas são os exploradores do inútil? Fiquei a achar que não é nada disso! Palestra com João Garcia

Alpinista João Garcia em palestra no Vertigo Rocódromo de Lisboa, By @SandraPhotos

Ontem, no Vertigo Rocódromo Lisboaassisti a mais uma das palestras do I Ciclo de Palestras "Aventuras Verticais" desta vez com o alpinista João Garcia.

Achei curiosa a introdução quando disse “Muita gente vê os alpinistas como os exploradores do inútil!” pois muitas das vezes pergunto-me “O que os levará a passar por tantas dificuldades para subir ao topo de uma montanha e simplesmente voltar a descer?” mas depois de ter estado a ouvir o João Garcia fiquei completamente rendida.

Uma das suas respostas acabou por esclarecer-me “ Todos temos a nossa forma de viver a felicidade. Para mim a felicidade está em partilhar com os meus amigos e família todos aqueles momentos. “A felicidade está em gostar de coisas simples!”

É a mais pura verdade! A vida é isto “gostar de coisas simples e partilha-las com quem mais gostamos”. Seria capaz de subir a uma montanha como o João Garcia? Não! Mas o mesmo conceito de felicidade está presente quando partilho a felicidade que sinto ao passar uma tarde a fotografar, quando contemplo o mar ou me maravilho quando está uma noite de lua cheia. Diferentes formas de atingir a felicidade mas o mesmo conceito do “simples” e da “partilha”.

Aconselho vivamente a visitarem o site de João Garcia e conhecer um pouco da sua história de vida.

Em 1999, João Garcia tornou-se no primeiro e único português a atingir o mítico cume do Evereste sem a utilização de oxigénio artificial. Esta subida bem sucedida foi, no entanto dramática. No ano de 2000, João Garcia decidiu testar a sua capacidade física e emocional para continuar a fazer aquilo de que mais gosta: escalar montanhas. Superar desafios físicos e psicológicos.

João Garcia é um exemplo de coragem e determinação de quem não desiste e contagia quem o ouve em palestras sobre motivação pessoal.

A apresentação oral de João Garcia baseia-se na sua vida como alpinista, na grande dificuldade da escalada de uma montanha como o Evereste, no seu acidente e na sua recuperação até aos dias hoje, personificando o velho ditado milenar chinês:«O magnífico não é nunca cairmos, mas sabermos levantar-nos sempre que caìmos.»

Fonte de info AQUI.

Parabéns Vertigo pela organização das palestras. Muito bom!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

Ano Novo Chinês festejado em Lisboa. Os chineses saúdam a Cabra no Martim Moniz

Album completo no Flickr. Ver AQUI
Ano Novo Chinês, Martim Moniz, Lisboa, Fevereiro 2015 By @SandraPhotos
O ano novo chinês, ou “Festa da Primavera”, a data mais importante para os chineses, foi festejado na Praça do Martim Moniz, em Lisboa, dia 21 de fevereiro, num evento promovido pela Embaixada Popular da China em Portugal e pela Câmara Municipal de Lisboa.


Ano Novo Chinês, Martim Moniz, Lisboa, Fevereiro 2015 By @SandraPhotos


Ano de paz e de harmonia

No horóscopo chinês, cada ano é simbolizado por um animal. O ano que terminou foi o do cavalo e, neste ano novo que agora entra, os chineses saúdam a Cabra que, na tradição nacional, simboliza a paz, a harmonia, a tranquilidade, a serenidade, a criatividade, a felicidade e a prosperidade. É por isso um animal considerado afortunado e visto com agrado por todos. (FONTE)



Ano Novo Chinês, Martim Moniz, Lisboa, Fevereiro 2015 By @SandraPhotos

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